na
«venda» do Cabanas, talho do «Hermegildo» e
barbearia do Segundo com uma guitarra, em permanência,
emborcada num banco.
Frente
a frente, as fachadas principais das praças
interrompem-se por um largo que se espraia ao cais e
onde durante tempo se arvorou um espiado mastro esguio.
É também lá, já, longe, muito acima da Ilha do Côco,
que, no começo da Primavera, linhas de patos bravos
traçam o percurso para a zona do Ludo.
Em
cada praça, nos arredondamentos dos cantos, elevam-se
torreões envidraçados, cilíndricos, de cúpulas
metálicas e esféricas - refulgentes ao sol
com
pára-raios espetados nos vértices,
lembrando
capacetes de gigantes guerreiros medievais. Estes
elementos arquitectónicos anulam, em absoluto, a
redução das praças de Olhão a dois vulgares
paralelepípedos. Pelo contrário, dão-lhes um
aspecto monumental com
insinuação
orientalista.