
Um paraiso, escreveu no seu diário sobre o Algarve, o primeiro turista. Em 1801 o inglês Robert Southey foi preso em Lagos por vagabundagem. No início do século XX, os visitantes das praias da região eram algarvios, alentejanos e alguns espanhóis. A partir da década de 60 deu-se o grande salto no desenvolvimento do turismo no Algarve. Na altura apenas com alguns hotéis, hoje com cerca de 300.000 camas.

Os principais atractivos são, sem dúvida, as excelentes condições climatéricas.
Temperaturas amenas, mais de três mil horas de sol por ano, pouca chuva e praias que vão
desde o extenso areal até às mais escondidas, entre arribas.
Por outro lado existe o Algarve menos conhecido.

O folclore, a hospitalidade, as festas, são motivos suficientes para levar o turista à
descoberta do desconhecido. Geográficamente divide-se em três zonas: O Litoral, a mais
conhecida, onde existem desde praias rochosas até aos extensos areais. Para além do
turismo, a pesca e a extracção do sal são as principais actividades praticadas.

A paisagem agrária liga esta zona ao Barrocal. Caracteriza-se, principalmente, por
árvores de fruto como os citrinos, amendoeiras, figueiras e alfarrobeiras.

A Serra é a parte menos conhecida do Algarve. Isolada até meados deste século, tem bastantes locais onde conserva a sua beleza natural. Composta, a leste, pela Serra do Caldeirão, cuja rocha dominante é o xisto; e a oeste, pela Serra de Monchique, um maciço sienítico vulcânico. As actividades praticadas são a agricultura e a criação de gado.
