ENRIQUE IGLESIAS

Enrique Iglesias aos 7 anos
foi obrigado a ir morar nos EUA, pelo fato de que seu avô havia seqüestrado
pelo ETA, ele então foi, junto com seus irmãos Julio Jose e Chabeli de Madrid
a Miami. Foi muito duro para ele separar-se de sua mãe, Isabel Preysler. Fica
difícil acreditar que a carreira de Enrique começou como mais uma de suas
travessuras. Porque apesar de ser um jovem muito independente, respeitou o
desejo de seus pais de seguir uma carreira universitária. Assim, pela manhã
estudava administração de empresas. Mas pela noite se fechava na casa de
Roberto Morales, um amigo músico que ganhava a vida cantando em um restaurante,
Foi ele quem o orientou e Elvira Olivares (sua babá), foi quem guardou o
segredo para que Enrique pudesse cumprir seu sonho sem preocupar seus pais. Nem
seus irmãos sabiam de tudo isso.
Fazendo render o máximo o dinheiro que seu pai dava semanalmente, Enrique
comprou alguns instrumentos e gravou em forma caseira algumas de suas composições.
Quando ganhou a confiança como compositor e conseguiu que sua voz chegasse aos
registros desejados, então ligou para Fernán Martinez, um jornalista que havia
trabalhado durante 9 anos com Julio Iglesias, para pedir sua opinião. Fernán
se surpreendeu ao escutar e se deu conta que estava na frente de um verdadeiro
talento, com um grande potencial para se transformar em um ídolo em pouco
tempo. Com um K7 com dois dos temas de seu punho e letra, interessou a duas
gravadoras. Mas foi Guillermo Santiso quem ao escutar (sem saber que era filho
de Julio Iglesias), decidiu incorporar-lo no elenco da Fonovisa Internacional.
Desde aquele momento a vida de Enrique mudou radicalmente. O tempo começou a
curto, entre gravações, composições, fotos, só esperava o momento certo
para dizer aos seus pais. Quando resolveu dizer, ele já sabia, só deu um
conselho: ´haz lo que quieras, pero hazlo bien´.
Depois veio a ligação de sua mãe, de Madrid. Ela ficou surpreendida e se
perdeu em um largo silêncio. Na realidade ele temia mais a reação de sua mãe
do que a do pai. Enrique tomou as coisas muito a sério, primeiro procurou um
professor para melhorar ao máximo a qualidade vocal, logo selecionou 5 dos
muitos temas que havia escrito junto com seu amigo Roberto Morales, 3 de Rafael
Pérez Botija, outro de Marco Antonio Solís e outro de Chein Garcia para o 1º
CD, que gravou em Madri e Toronto.