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Exploração Bivalves

Exploração de Bivalves - Viveiros

A ria formosa as únicas dirigida a bivalves é os viveiros. Segundo o plano de ordenamento da ria, a área ocupada por viveiros é aproximadamente de 100 hectares, espalhados um pouco por todo o parque.

Os viveiros começaram por ser uma exploração familiar, mantida pelas mulheres e crianças, uma vez que os homens se ocupam na pesca.

Hoje o panorama é diferente, no entanto a mão-de-obra dos viveiros continua a ser maioritariamente feminina, e muitos continuam ainda a ser explorações familiares. Os viveiros parecem ter surgido algures nos anos 50 e 60, quando alguns indivíduos resolveram delimitar determinadas áreas de terreno com estacas.

Dado que as capitanias não dificultaram a legalização dos terrenos, as áreas delimitadas foram aumentando, hoje praticamente não existe mais espaço livre para os novos viveiros.

Actualmente as autoridades antes da concessão de terreno para viveiros averiguam se a zona é salubre, se não é banco natural e se a instalação do viveiro não prejudica a navegação. Cada licença é válida por dois anos podendo ser renovada. No que diz respeito a localização, os viveiros situam-se na zona entre as marés, o que permite o acesso humano para a preparação do terreno, povoamento de apanha de espécies.

No entanto não deverão ficar situados em terrenos muito expostos ao ar, uma vez que a insolação directa prolongada tem efeito nefasto sobre os bivalves. Os melhores locais encontram-se na parte central do terreno onde a falta de água menos se faz sentir. As espécies aí colocadas crescem mais rapidamente.

Captura-se "semente" para povoamento de viveiros e posteriormente para venda. O substrato é revolvido utilizando uma colher de mariscar.

Revolvendo o terreno, pode-se utilizar um pequeno tractor para o efeito(motoenchada).