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Ria Formosa (Aves)

Ria Formosa

Plumagem e voo

Reprodução

Migrações

Ordens, Familias e Espécies (Mergulhões,Corvos Marinhos, Flamingos, Águias-Marinhas)

 

A Ria formosa é uma formação laguar costeira que ocupa grande parte do litoral algarvio. Os avanços e recuos das marés e a baixa profundidade das águas, possibilita a existência de um ecossistema com grande riqueza de formas de vida, nomeadamente de crustáceos, moluscos, anelídeos, e peixes, assim como dos principais.
A sua extensão, permite quantitativos importantes de determinadas espécie, contagens feitas durante o inverno pelo serviços nacional de parques, reservas e conservação da natureza indicam a existêcia de 20.000 a 30.000 limícolas, passando muitas mais pela ria formosa durante as viagens migratórias entre a Europa e África entre as aves invariantes são também de considerar os patos, com mais de 4000 aves. A ria sustenta populações importantes de outras espécies aquáticas, destacando-se uma das mais raras aves da Europa: o caimão-comum porphyrio. Consequentemente, a ria formosa é considerada de importância ornitologia internacional e uma componente vital da cadeia de zonas húmidas costeiras. De entre as aves observadas salientam-se, como seria de esperar, as aves aquáticas. No conceito de aves aquáticas procura-se englobar todas as espécies que estão mais ou menos ligadas a biópodos húmidos. Existem, no entanto, aves que podendo viver nos locais distantes de água, como a Garça-boieira e a cegonha-branca, ou que vivem parte do ciclo anual fora de biótopos húmidos, como é o caso do Maçarico-real durante a época de reprodução, que são consideradas aves aquáticas, uma vez que depende da ria, durante a sua estadia.
Consoante a época do ano, pode-se observar diferentes aves assim como variações no seu numero. A maior parte das limícolas e patos estão presentes somente durante o inverno. Das 10 espécies de anatídeos presentes como invariantes apenas um a espécie nidifica na ria e em locais de água doce adjacentes, enquanto que das 27 espécies de limícolas, só 6 a 8 nidificam. As graças, por exemplo, são mais abundantes durante todo o ano (residentes), podendo a sua população aumentar durante parte do ano em consequência da chegada das aves migrantes, é o caso do Galeirão-comum.

 

PLUMAGEM E VOO

As penas são características exclusivas das aves. A forma e função das penas são muito variáveis. As principais funções são o isolamento com vista a manter a temperatura do corpo, possibilitar o voo, servir de camuflagem, e facilitar a comunicação visual. No entanto, não são as suas únicas funções. penas modificadas ajudam à natação, transporte ou isolamento da água, limpeza, sensações tácteis, entre outras.

O número de penas varia entre as espécie e ao longo do ciclo anual. Aves aquáticas como os patos ou mergulhões possuem grande número de penas, possibilitando um eficaz isolamento térmico. Verificou-se que as aves necessitam de menos penas nos meses de varão, do que no inverno.

No final da época de reprodução a maior parte das aves substituí a plumagem, no que é designado pela muda pôs-nupcial nos adultos e muda pôs-natal nas aves nascidas nesse ano. A muda, na maioria das aves, processa-se gradualmente, não ficando estas incapacitadas de voar. no entanto, há espécies como os patos e outras aves aquáticas, que mudam todas as penas de voo simultaneamente, ficando incapacitados de voar durante um período de tempo, que pode durar dias ou semanas. Devido ao elevado peso dos seus corpos, estas aves necessitam de todas as penas para voarem, e durante a muda adquirem uma plumagem intermédia, reduzindo a sua actividade e permanecendo na água, ao abrigo da maioria dos predadores.

A capacidade de voo das aves advém de uma série de características que possuem a relação peso-potência é o factor mais importante das aves voadoras, e as suas características tendem a maximizar essa relação. Verifica-se que as aves voadoras não excedem cerca de 10kg, enquanto as que não têm essa capacidade podem pesar até 100kg. As características anatómicas das aves voadoras são a leveza do esqueleto, a redução da musculatura (somente os músculos peitorais são volumosos) o sistema respiratório é muito eficaz.

 

REPRODUÇÃO

O tamanho do território de reprodução de cada espécie depende da função a que se destina. Aves como as águias necessitam de territórios extensos que compreendem as proximidades do ninho assim como a área de caça, enquanto aves de nidificação semicolonial ou colonial, como as graças ou as gaivotas, defendem somente o local do ninho. A maior parte da aves são essencialmente monogamias, formando-se o casal pelo menos durante uma criação. Não são raras contudo as ligações com outros parceiros fora do âmbito do casal formado. Na monogamia o macho pode ter um papel importante na construção do ninho, incubação, alimentação das crias e defesa do território, sendo um benefício energético para as fêmeas, o que permite maior sucesso na criação. Relações de poligamia ocorrem quando a fêmea( raramente o macho) consegue a prole, sem a assistência do parceiro. É o que acontece com a maioria das espécies cujo crias são nidífugas.

As aves reproduzem reproduzem-se sexualmente. um conjunto de hormonais regulam variações na plumagem tamanho do corpo, comportamento e repertório vocal. Como a maioria das aves não dispõem de órgãos genitais externos a fecundação somente um breve contacto das cloacas.

A construção do ninho tem em vista protecção dos ovos, crias e progenitores das condições meteorológica e despertadores. Serve também de local de descanso para os progenitores e juvenis antes destes aringirem a independência. Os ninhos apresentam variadas formas. Há ninhos que podem consistir de uma pequena depressão no solo (Borralhos, por exemplo) em que a deposição de mais materiais poderia ser um chamariz para predadores, já que os ovos estão perfeitamente camuflados. Há aves que aproveitam ninhos de anos anteriores, como as Cegonhas, adicionando material em caso de necessidade e que podem formar ninhos muito volumosos com o passar dos anos. O tamanho da ninhada, depende da qualidade do alimento requerido e a sua disponibilidade, do tamanho dos ovos, e dos cuidados a prestar às crias. Crias com capacidade de se alimentarem pouco tempo depois da eclosão necessitam de menor atenção por parte dos progenitores possibilitando ninhadas numerosas. A incubação dos ovos pode começar depois da postura estar completa ou logo que o primeiro é deposto. A primeira implica a sincronização da eclosão, em que as crias são aproximadamente do mesmo tamanho o que permite maior protecção à ninhada ( as crias nidífugas abandonam o ninho simultaneamente). Depois da eclosão os progenitores prestam cuidados à ninhada alimentando e protegendo as crias.

 

MIGRAÇÕES

As aves dividem-se em três grupos: aves migrantes, aves com deslocamentos erráticos ou nómadas, e aves sedentárias. As aves migrantes são aquelas que se deslocam anualmente do território de nidificação para os locais de invernada, de clima ameno. A aves sedentárias permanecem na mesma área de criação durante todo o ano, em quanto que as de deslocamentos erráticos ou nómadas tem deslocação intermédias entre os dois grupos descritos. A fronteira entre estes gurpos não é definida, uma vez que indivíduos de espécies migrante podem criar nos locais de invernada ou tornarem-se nómada.A maior parte das espécies migrantes existem na Europa e Ásia setentrional migram para sul e oeste depois da época de criação, e embora muitas migram para a África, outras permanecem no sul da Europa, especialmente as que nidificam no extremo norte da Europa.Durante esta época aumentam as ameaças à sua sobrevivênia, calcula-se que um terço das aves que migram na Eurásia para invernarem em Áfrca não regressam.

Durante os voos inter-continentais, vários factores são causa de mortalidade das aves. Estes voos podem implicar viagens de milhares de km, atravessar mares, oceanos, desertos e montanhas. Muitas aves morrem de fome, em tempestades, e devido à acção dos predadores e do homem. Muitas aves preferem migrar durante a noite, onde encontram melhores condições de voo e o número de predadores é menor. As viagens migratórias implicam que as aves possuam capacidades de orientação e navegação eficientes.

Embora o estudo destas capacidades ainda não esteja completamente compreendido sabe-se da existência de uma série de processos usados para se orientarem em grandes viagens sobre territórios desconhecidos.

As aves jovens, melhoram a capacidade de se orientarei pelos astros e pelo campo magnético terrestre à medida que ganham experiência. Em algumas espécies, as aves que nascem nessa ano iniciam os voos migratórios posteriormente às aves adultas.

Este facto parece indicar que existe uma determinação genética que, em determinado grau, indica a direcção e distância a percorrer durante as migrações.

 

ORDENS, FAMÍLIAS E ESPÉCIES
( Alguns exemplos)

Mergulhões

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Ordem Podicipediformes -A maioria das espécies deslocam-se debaixo da água com o auxílio das patas, embora algumas também utilizem as asas.

Famílias Podicipedidae - Estas aves são boas nadadoras, possuindo características físicas adaptadas à vida aquática. Tem patas pequenas situadas na parte posterior do corpo, cauda curta, plumagem densa e glândula uropígiana muito desenvolvida.

Espécie(s) - Mergulhão-de-crista, Mergulhão-pequeno.

 

CORVOS-MARINHOS

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Ordem Pelecaniformes - São aves aquáticas de grandes dimensões, excelentes pescadores e possuindo os quatro dedos dirigidos para a frente e unidos por membranas interditais.

Família phalacrocoracidae - Tem ossos mais densos que as outras desta ordem, mergulham desde a superfície e nadam debaixo de água. Devido a possuírem a glândulas uropígiana pouco desenvolvida, necessitam de secar as penas, podendo ser observadas em rochas e estacas sobre a água com as asas estendidas.

 

 

FLAMINGOS

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Ordem Phoenicopteriformes - Existem dúvidas de que os flamingos constituam uma ordem isolada. Estudos recentes indicam que possam pertencer à ordem Charadriiformes ou Ciconiiformes.

Família Phoenicopteridae - Possuem pescoço e pernas compridas. O bico é especializado para a filtragem de pequenos organismos na água ou lama. A língua é carnuda e possibilita a passagem de água pelas lamelas que possui no bico. Geralmente têm plumagem cor-de-rosa. nidificam em colónias numerosas. Postura de 1 a 2 ovos.

Espécie(s): Flamingo

 

 

ÁGUIAS-MARINHAS

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Ordem Accipitriformes - Aves diurnas e carnívoras. Maioria captura presas vivas. Todas têm bicos e garras poderosas (as garras são usadas para capturar, matar e segurar as presas ).

Família Pandionidade - Esta família é composta por uma só espécie. A plumagem do ventre e parte inferior das asas é sobretudo de cor branca. Tem voo lento, imobilizando-se por vezes sobre a água efectuando fortes batidas das asas. A sua dieta consiste quase exclusivamente de peixe, sendo bastante sensíveis à poluição ambiental. Nidificam em árvores. Postura de 3 ovos.

Espécie(s): Águia-pesqueira.

 

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